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Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026” – Dados Provisórios de 27 a 29 de dezembro de 2025

No período entre as 00h00 do dia 27 de dezembro de 2025, e as 23h59 do dia de ontem, 29 de dezembro de 2025, no âmbito da terceira fase, “Ano Novo em segurança”, da Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, a Guarda Nacional Republicana (GNR) registou os seguintes dados operacionais, em resultado das ações desencadeadas pelos militares que, diariamente, estão empenhados na prevenção da criminalidade, no patrulhamento rodoviário e na prestação de auxílio aos condutores, para garantir o decorrer das festividades e as deslocações de pessoas em segurança, nomeadamente:

25 759 condutores fiscalizados, dos quais, 164 conduziam com excesso de álcool e, destes, 105 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Foram ainda detidas 49 pessoas por conduzirem sem habilitação legal;

Das 3 986 contraordenações rodoviárias detetadas, destacam-se:
726 por excesso de velocidade;
59 excessos de álcool;
103 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças (SRC);
82 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;
513 por falta de inspeção periódica obrigatória;
169 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

Relativamente à sinistralidade rodoviária, a GNR registou 521 acidentes, dos quais resultaram 4 vítimas mortais, 13 feridos graves e 159 feridos leves.

No que concerne ao acidente com as vítimas mortais, importa referir que os mesmos dizem respeito a:

Despiste, ocorrido em 27 de dezembro, pelas 20h03min, na Autoestrada N.º 1 (A1), em Minde, Alcanena, do distrito de Santarém, no qual foi interveniente um ligeiro, tendo resultado uma vítima mortal, do género masculino, com 54 anos de idade;
Despiste, ocorrido em 28 de dezembro, pelas 09h13min, na E. N. 9, em Gibraltar, Torres Vedras, do distrito de Lisboa, no qual foi interveniente um motociclo, tendo resultado uma vítima mortal, do género masculino, com 56 anos de idade;
Colisão, ocorrida em 28 de dezembro, pelas 12h10min, na E. N. 15, em Lixa, do distrito do Porto, no qual foi interveniente um ligeiro e um motociclo, tendo resultado uma vítima mortal, do género masculino, com 41 anos de idade;
Despiste, ocorrido em 29 de dezembro, pelas 00h00min, na E. N. 111, em Tentúgal, Montemor-o-Velho, do distrito de Coimbra, no qual foi interveniente um motociclo, tendo resultado uma vítima mortal, do género masculino, com 45 anos de idade.

Durante a operação, a GNR irá continuar a priorizar a fiscalização às seguintes infrações:

Condução sob a influência do álcool e de substâncias psicotrópicas;
Excesso de velocidade;
Utilização indevida do telemóvel;
Utilização correta do cinto de segurança e do SRC;
Falta de inspeção periódica obrigatória;
Falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório;
Incorreta execução de manobras de ultrapassagem, de mudança de direção e de cedência de passagem.

Bacalhau e bolo-rei resistem a cortes, mas 35% das famílias ajusta consumo no Natal

O Natal continua a ser um momento em que a alimentação assume um papel central no orçamento das famílias portuguesas. De acordo com a 17.ª edição do estudo “Compras de Natal”, realizado pelo IPAM, 52% dos consumidores planeia comprar produtos alimentares específicos da época. O gasto médio previsto com produtos alimentares ascende a 150 euros, o que reflete a valorização das tradições gastronómicas num contexto económico desafiante.
Quando questionados sobre que produtos alimentares não dispensam na mesa de Natal, o bacalhau surge no lugar de destaque, sendo escolhido por 65% dos consumidores, seguido do bolo-rei (62%) e dos restantes doces típicos da quadra. O estudo assinala ainda que 8% dos inquiridos planeia recorrer a refeições prontas, tendência que se mantém em linha com 2024.
Embora a alimentação conserve um peso central e as tendências de consumo confirmem a força cultural e simbólica da mesa de Natal, o estudo do IPAM mostra que começam a surgir sinais de contenção. De forma específica, 35% dos portugueses afirma que irá reduzir despesas relacionadas com os alimentos tradicionais do Natal, ajustando quantidades ou escolhas para gerir melhor o orçamento familiar. Este esforço decorre num ano em que o valor médio global das compras de Natal sobe de forma residual: passa para 398 euros, ligeiramente acima dos 392 euros registados em 2024, aumento explicado sobretudo pela inflação. O estudo revela também que 12% dos inquiridos não tenciona comprar presentes, indicador que reforça a necessidade de reorganizar prioridades.
As alterações de hábitos tornam-se cada vez mais estruturais. Um total de 49% dos consumidores admite ter mudado comportamentos devido ao contexto económico. Este grupo reduz custos, restringe o número de pessoas a quem oferece presentes (41%) e procura planear antecipadamente as compras (27%), aproveitando períodos promocionais para aliviar a pressão financeira no final do ano.
Apesar dos ajustamentos, a alimentação permanece entre as áreas menos sacrificadas. A mesa de Natal continua a ser entendida como espaço de união e continuidade: “os dados mostram que, independentemente das oscilações económicas, os portugueses protegem a mesa de Natal com particular cuidado. O bacalhau, o bolo-rei e os doces tradicionais formam um núcleo identitário que resiste a cortes noutras categorias. O gasto médio de 150 euros traduz a vontade de manter rituais que unem as famílias e preservam o simbolismo desta época”, afirma Mafalda Ferreira, docente e coordenadora da licenciatura em Gestão de Marketing do IPAM Porto, e responsável pelo estudo. A investigadora realça ainda que “os hábitos alimentares representam uma dimensão emocional do Natal, associada a memória, afeto e convivência, fatores que explicam a dificuldade em reduzir esta despesa”.
O estudo evidencia também a forma como estas escolhas se articulam com tendências mais amplas. A maior parte dos consumidores declara intenção de gastar o mesmo que no ano anterior, enquanto a inflação se mantém como a principal razão para o aumento do valor final. Quando questionados sobre desejos para 2026, os portugueses voltam a destacar a paz, a saúde e a estabilização das condições económicas, prioridades que refletem o clima internacional e as pressões sentidas no quotidiano.
Apesar das mudanças nos padrões de consumo, a alimentação continua a ser a área onde os portugueses revelam menor disponibilidade para fazer cortes, mesmo que os primeiros sinais de contenção já comecem a surgir.

Fonte: Estudo do IPAM

PORTUGAL AINDA LONGE DAS METAS NA RECOLHA SELETIVA DE BIORRESÍDUOS: APENAS 19% DOS ALOJAMENTOS INTEGRALMENTE ABRANGIDOS

Um quinto do território continental encontra-se integralmente coberto pelo serviço de recolha seletiva de biorresíduos alimentares. Esta é uma das principais conclusões constantes no relatório
sobre os resultados do Inquérito de Diagnóstico de 2025 sobre a recolha seletiva de biorresíduos alimentares em Portugal continental, levado a cabo pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR). Apesar de alguns avanços registados relativamente a 2024, aquelevalor fica, porém, muito aquém das metas definidas para esta fração de resíduos.
Segundo o relatório, baseado em respostas de 222 entidades gestoras (EG), inquiridas pela ERSAR em 2025, representando 94% do universo nacional, 51% das EG (113 EG, cuja atividade cobre 76% do número de alojamentos do território nacional) afirmam ter implementado a recolha seletiva de biorresíduos alimentares até outubro de 2025. Contudo, essas EG admitem que, no
que respeita à recolha seletiva desta fração de resíduos, não cobrem o total da área geográfica que lhes compete. Ou seja, “como a maioria das EG não disponibiliza o serviço de recolha seletiva de biorresíduos alimentares em toda a sua área de intervenção, apurou-se, com base nas respostas ao inquérito, que apenas 19% dos alojamentos do território continental estão
cobertos”, contabiliza a presidente do Conselho de Administração da ERSAR, Vera Eiró.
A percentagem de cobertura, apurada a partir dos resultados às EG inquiridas, coloca Portugal ainda longe de cumprir a obrigação legal em vigor desde 31 de dezembro de 2023. O país tem como objetivo garantir a recolha seletiva de biorresíduos em todo o território até 2030, com metas intermédias para 2026 e 2035, alinhadas com o Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU 2030) e as diretivas europeias. “Estamos com um atraso significativo, que para ser ultrapassado exige um esforço acelerado para evitar o incumprimento das metas europeias”, afirma a presidente da ERSAR.

As EG inquiridas apontam como principais obstáculos à implementação da recolha seletiva de biorresíduos alimentares a falta de adesão da população (mesmo após campanhas de sensibilização), a insuficiência de meios financeiros e humanos e constrangimentos operacionais, como logística, morosidade de concursos e falta de articulação entre gestão “alta” e “baixa”.

No que respeita às principais fontes de financiamento, as EG indicam como principais fontes de financiamento as verbas do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), os programas do Fundo Ambiental e os apoios comunitários no âmbito do PERSU 2030. Apesar disso, muitas referem que os apoios são insuficientes ou tardios, condicionando a implementação.

Outro ponto crítico identificado a partir dos resultados apurados prende-se com o estado de adoção do modelo tarifário Pay-As-You-Throw (PAYT), que visa incentivar a redução de resíduos através da tarifação proporcional à produção. Segundo os dados do inquérito, em 2025, apenas 21% das EG implementaram sistemas PAYT, praticamente sem evolução face a 2024. Assim, a maioria das EG mantém modelos indexados ao consumo de água, considerados menos eficazes na promoção da separação na origem dos resíduos.

As EG identificam como principais barreiras à adoção do PAYT a complexidade técnica e operacional na medição individualizada, os custos elevados de implementação e a resistência dos utilizadores, associada à perceção de aumento de custos.
“Uma maior generalização do PAYT poderia dar um importante contributo para o cumprimento das metas europeias e para a redução da deposição em aterro”, sustenta Vera Eiró. No entender da ERSAR, importa igualmente reforçar os apoios financeiros, promover um maior envolvimento das populações e uma monitorização contínua, como forma de garantir que os municípios cumprem as obrigações legais e contribuem para uma gestão sustentável dos resíduos urbanos de origem doméstica.

Fonte:ERSAR

Cruz Vermelha Portuguesa reforça apoio de proximidade no Dia Internacional dos Migrantes

Para assinalar , o Dia Internacional dos Migrantes, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) reforça a mensagem de que cada ser humano tem direito à vida, à dignidade e à segurança, independentemente da sua origem, estatuto ou percurso migratório.

Num contexto global marcado por conflitos armados, crises humanitárias, alterações climáticas e profundas desigualdades socioeconómicas, os movimentos migratórios continuam a intensificar-se. Em 2024, de acordo com dados da Divisão de População do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA), cerca de 304 milhões de pessoas viviam fora do seu país de origem, o que representa 3,7% da população mundial. Em Portugal, segundo dados do relatório de migrações e Asilo da AIMA, este fenómeno tem vindo a acentuar-se: no final de 2024, o país contabilizava 1 543 697 residentes estrangeiros, um número que quase quadruplicou em apenas sete anos.
“Perante esta realidade, a CVP mantém o seu compromisso humanitário de garantir proteção, assistência e apoio às pessoas em movimento, quer na origem, em trânsito ou no destino. A ação da CVP centra-se na reconstrução de projetos de vida, na promoção da inclusão social e no respeito integral pelos direitos humanos, reconhecendo que migrar é uma circunstância inerente à condição humana”, reforça Joana Rodrigues, Coordenadora para a Área Social da CVP.
Em todo o território nacional, a CVP desenvolve respostas sociais especializadas de acolhimento, atendimento, orientação e acompanhamento a comunidades migrantes, registando igualmente um aumento da procura noutras áreas de intervenção, como o apoio alimentar e as respostas de combate à violência doméstica. Este crescimento reflete os múltiplos desafios enfrentados por quem migra, frequentemente em contextos de elevada vulnerabilidade.
Exemplo deste trabalho são o CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes) e o GIP Imigrante, em funcionamento na Delegação de Braga da CVP . Só em 2025, estes projetos acompanharam 2 339 pessoas migrantes, um aumento significativo face a 2024, ano em que foram apoiadas 937 pessoas, evidenciando a crescente necessidade de respostas especializadas, humanizadas e de proximidade.
Entre estas respostas, destaca-se o Gabinete de atendimento a vítimas de violência doméstica migrantes em Matosinhos, financiado pela AIMA, que nos últimos dois anos apoiou mais de 130 mulheres migrantes, afirmando-se como uma resposta especializada e de proximidade. A par desta intervenção, incluem-se ainda a estrutura de acolhimento de emergência em Fátima, gerida pela CVP através da estrutura local de Leiria, em protocolo com a Segurança Social, que desde 2023 acolheu mais de 200 migrantes, e uma estrutura de acolhimento temporário para migrantes em Vila Nova de Gaia.
Neste Dia Internacional dos Migrantes, a CVP reforça o apelo à construção de uma sociedade mais informada, solidária e inclusiva, onde a diversidade é reconhecida como uma mais-valia e onde todas as pessoas possam viver com dignidade, segurança e oportunidades.

GNR – Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026” arranca hoje e prolonga-se até dia 4 de janeiro

A Guarda Nacional Republicana (GNR) inicia hoje, dia 18 de dezembro, a Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, que se prolongará até ao dia 4 de janeiro de 2026, com o objetivo de reforçar o sentimento de segurança dos cidadãos, através de ações de prevenção, patrulhamento e fiscalização, em locais de festividades, zonas comerciais e rede viária nacional.

Paralelamente, serão realizadas ações de fiscalização e de segurança rodoviária, nos períodos de esforço do Natal e do Ano Novo, nas vias com maior fluxo de trânsito, de forma a garantir que as festividades e as deslocações decorram em segurança em todo o território nacional.

No âmbito da operação, a Guarda vai orientar o patrulhamento para os locais de festividades, zonas comerciais e rede viária nacional, com o objetivo de garantir a segurança e tranquilidade públicas, prevenir infrações, dissuadir e combater a criminalidade, incluindo o reforço do patrulhamento rodoviário nas vias mais críticas, assegurando elevados níveis de segurança pública.

O combate à criminalidade e à sinistralidade rodoviária constitui uma prioridade estratégica para a Guarda. Nesse sentido, serão empenhadas diversas valências, numa ótica de complementaridade e sinergia entre ações de patrulhamento, sensibilização e fiscalização, de forma flexível, orientando o esforço operacional para contribuir para a diminuição da criminalidade em geral e da sinistralidade rodoviária, garantir a fluidez do tráfego e promover o apoio aos utentes da via.

Sobretudo nos períodos de Natal e Ano Novo, e à semelhança de anos anteriores, é expectável um aumento significativo da movimentação de pessoas em todo o território nacional, refletindo-se num acréscimo do tráfego rodoviário e, consequentemente, no aumento de comportamentos de risco e excessos por parte de alguns condutores.

Assim, na Operação Natal e Ano Novo 2025/2026, a GNR pretende cumprir dois grandes objetivos:

· A diminuição da criminalidade geral, com ênfase na prevenção de ilícitos criminais, através de ações de sensibilização e patrulhamento e o reforço do policiamento de proximidade junto das pessoas mais vulneráveis;

· A diminuição da sinistralidade rodoviária, através de ações de fiscalização orientadas para os locais de maior fluxo rodoviário, especialmente nos períodos do Natal e do Ano Novo.

Numa primeira fase, de prevenção e sensibilização, antes das festividades do Natal e do Ano Novo, a Guarda aconselha:

· Quando se ausentarem das suas casas, por vários dias, informar a autoridade policial da sua zona de residência, para que se consiga orientar o patrulhamento para estes locais;

· Se tiver instalado um sistema de alarme em casa ou no estabelecimento, verificar se está devidamente ligado antes de sair;

· Evite o crime de oportunidade, não deixando portas e janelas abertas;

· Não deixar indícios ou sinais na porta, nas janelas ou na caixa de correio que indiquem a sua ausência.

Numa segunda fase, nomeadamente no período do Natal (entre o dia 18 de dezembro e o dia 26 de dezembro de 2025), que corresponde ao período de maior afluência e concentração de cidadãos, o patrulhamento será dirigido para a prevenção, fiscalização, apoio, aconselhamento e segurança de todos os cidadãos.

Numa terceira fase, durante o período de Ano Novo (entre o 27 de dezembro e 4 de janeiro de 2026), intensifica-se a necessidade de patrulhamento em locais de festividades e concentração de pessoas, zonas residenciais, de diversão, comerciais e industriais, com o objetivo de garantir a segurança e tranquilidade pública.

A Guarda estará particularmente atenta aos comportamentos de risco dos condutores, nomeadamente o excesso de velocidade, a condução sob o efeito do álcool, manobras perigosas, a correta sinalização e execução de manobras de ultrapassagem, mudança de direção e cedência de passagem, a utilização indevida do telemóvel, a circulação correta na via mais à direita em autoestradas e itinerários principais e complementares, bem como a incorreta ou inexistente utilização do cinto de segurança e dos sistemas de retenção para crianças.

Para que os condutores possam usufruir de uma época festiva em segurança, a Guarda aconselha que:

· Efetue um planeamento cuidado das viagens, evitando os períodos do dia onde se prevê maior intensidade de tráfego;

· Descanse convenientemente antes de efetuar a viagem e, pelo menos de 2 em 2 horas, ou sempre que exista necessidade, efetuar curtas paragens;

· Adeque a velocidade às condições meteorológicas, ao estado da via e ao volume de tráfego rodoviário;

· Evite manobras que possam resultar em embaraço para o trânsito ou que, de alguma forma, possam originar acidentes;

· Adote uma condução atenta, cautelosa e defensiva, contribuindo para a redução dos índices de sinistralidade rodoviária.

O objetivo da Guarda é que esta quadra natalícia e a entrada no novo ano, sejam períodos caracterizados pela união de familiares e amigos, em Segurança.

Podium Events / Volta a Portugal em Bicicleta em comunicado

Em comunicado, a Podium refere que: “Depois de notícias em que a Federação dá indevidamente como cessado o contrato que tem com a Podium para a organização da Volta a Portugal, e certamente percebendo a total falta de pertinência das suas ações, vem agora tentar emendar a mão acrescentando à sua postura errática a vontade de organizar ela própria as provas concessionadas.
Estranhamos, em primeiro lugar, que afirmem desde já, que irão organizar a Volta ao Alentejo, quando essa prova nem sequer é propriedade da FPC, e não faz parte da concessão.
Depois, que sendo tutela, venham julgar em causa própria, apresentando como solução um modelo económico, estilo economia planificada, em que se constituem como árbitro e agente económico simultaneamente.
Mais uma vez, acreditamos que o bom senso irá prevalecer, entretanto, a Podium continuará a defender os seus plenos direitos até às últimas consequências.

Borboleta-branca-da-Madeira foi a primeira borboleta europeia a ser declarada extinta

Rewilding Portugal alerta para a perda de espécies e apela a uma ação urgente e ambiciosa pelo restauro da natureza em Portugal

A Rewilding Portugal manifesta a extrema consternação com a confirmação da extinção da borboleta-branca-da-Madeira (Pieris wollastoni). Segundo a Lista Vermelha
Europeia das Borboletas, esta é a primeira espécie de borboleta europeia a ser classificada como globalmente extinta. Trata-se de um marco trágico na história natural
do continente e do país, e um sinal claro do colapso em curso da biodiversidade.

A extinção desta espécie não é um caso isolado. Nos últimos dez anos, o número de espécies de borboletas ameaçadas na Europa aumentou 73%, passando de 37 para
65. As causas são conhecidas: perda e degradação de habitat, intensificação agrícola, drenagem de zonas húmidas, sobrepastoreio e fragmentação. A estas pressões soma-
se o impacto crescente das alterações climáticas, que já afetam mais de metade das espécies ameaçadas. Em Portugal, onde persistem habitats únicos e espécies
endémicas, o risco é particularmente elevado. As ilhas da Madeira e dos Açores, com ecossistemas frágeis e isolados, estão entre os locais mais vulneráveis.

Perante esta realidade, a Rewilding Portugal apela a um compromisso nacional pelo restauro ecológico, com urgência e ambição. Restaurar a natureza significa devolver
funcionalidade aos ecossistemas degradados, recuperar a conectividade entre habitats e permitir que a vida selvagem volte a desempenhar o seu papel ecológico. É
necessário restaurar rios, solos, zonas húmidas e florestas nativas; criar paisagens resilientes ao fogo e às alterações climáticas; e integrar as comunidades locais neste
esforço coletivo, garantindo que o restauro se traduz em oportunidades sustentáveis para as pessoas e os territórios.

O restauro da natureza tem de deixar de ser um gesto simbólico e passar a ser um desígnio nacional. Portugal precisa de políticas públicas robustas, financiamento
dedicado e mecanismos de monitorização e transparência que assegurem resultados mensuráveis: mais biodiversidade, mais habitats funcionais e mais equilíbrio ecológico.

A extinção da borboleta-branca-da-Madeira é um aviso. Cada perda representa a perda de mais um elo na teia da biosfera, tornando-a progressivamente mais frágil e menos
resiliente. Se nada mudar, as extinções tornarn-se-ão cada vez mais frequentes. Mas ainda há tempo para inverter a trajetória, se atuarmos com determinação e visão de
futuro.
“O desaparecimento da borboleta-branca-da-Madeira é um sinal claro que é urgente agir no restauro da biosfera. Restaurar a natureza exige coragem política, escala e
urgência. O momento é agora”, afirmou Pedro Prata, Líder de Equipa da Rewilding Portugal.

A Rewilding Portugal reafirma o seu compromisso em acelerar iniciativas de restauro ecológico e promover paisagens mais selvagens e resilientes, em colaboração com
comunidades, entidades públicas e privadas. O futuro da biodiversidade portuguesa depende da nossa capacidade de agir com ambição hoje.

Foto:DR

Just a Change reforça impacto social em 2024

O Just a Change, organização sem fins lucrativos dedicada à reabilitação de habitações de pessoas em situação de vulnerabilidade, lançou o seu Relatório de Impacto 2024, assinalando um ano de crescimento, inovação e impacto social profundo.
Em 2024, a organização reabilitou a casa número 500, um marco que simboliza mais do que números: representa vidas transformadas, dignidade restaurada e comunidades mobilizadas. Ao longo do ano, foram intervencionadas 115 casas particulares e 68 instituições, beneficiando diretamente mais de 6.600 pessoas e mobilizando mais de 7.400 voluntários, entre independentes e corporativos. Das recuperações realizadas, em 87% por casos os riscos para a saúde, previamente identificados, foram eliminados e 92% dos riscos de segurança também.
A avaliação de impacto, realizada em parceria com a Social Data Lab, revelou que 82% dos beneficiários melhorou muito a sua vida e 80% melhorou muito as condições de habitabilidade da sua casa, após as intervenções 78% considera que melhorou o seu conforto térmico.
Como reconhecimento do trabalho da Associação, a UN-Habitat agraciou, no início do mês, numa cerimónia no Quénia, o Just a Change com o prémio Scroll of Honour, que distingue o trabalho de associações que se destacam pelo trabalho que contribui para a melhoria da qualidade de vidas das comunidades em todo o mundo. Este ano, o Just a Change foi um dos quatro grandes vendedores que, entre 141 nomeações provenientes de todo o mundo, apresentaram as melhores práticas e soluções inovadoras destinadas a populações vulneráveis.
A pobreza habitacional continua a afetar mais de 625 mil pessoas em Portugal, e o Just a Change responde com ações concretas que promovem segurança, inclusão energética, saúde pública e bem-estar.
Destaca-se também a participação no projeto europeu FORTESIE, que permitiu a reabilitação de 10 casas com foco na eficiência energética, e o reconhecimento internacional com o iF Social Impact Prize, na categoria ODS 10 – Redução das Desigualdades.
A associação Just a Change prevê fechar 2025 com 137 habitações intervencionadas e 60 IPSS, bem como focar-se na consolidação dos processos internos, na expansão da rede de acompanhamento pós-obra e na promoção de iniciativas de advocacy, reforçando o seu papel no combate à pobreza habitacional em Portugal.

13.ª edição do Exercício de Sensibilização para o Risco Sísmico – A TERRA TREME

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) promove no próximo dia 5 de novembro, às 11h05, a 13.ª edição do Exercício de Sensibilização para o Risco Sísmico – A TERRA TREME (www.aterratreme.pt).

Este exercício de âmbito nacional, realizado anualmente pela ANEPC em colaboração com diversas entidades públicas e privadas, tem como objetivo capacitar a população para saber agir antes, durante e depois da ocorrência de um sismo.

Durante um minuto, os participantes, individualmente ou em grupo (famílias, escolas, empresas, instituições públicas, privadas ou associativas), são desafiados a praticar três gestos de autoproteção: Baixar, Proteger e Aguardar.

Em todo o país, os Comandos Regionais e Sub-regionais de Emergência e Proteção Civil da ANEPC, em parceria com comunidades educativas, serviços municipais de proteção civil, corpos de bombeiros e outros agentes de proteção civil, irão desenvolver ações de sensibilização sobre o risco sísmico.

Muito graças ao empenho de todos, em particular da Direção-Geral da Educação (DGE) e da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEsTE), a participação das escolas tem sido bastante significativa, e por essa razão o evento principal desta 13.ª edição volta a realizar-se junto da comunidade escolar – mais concretamente no Agrupamento de Escolas Professor Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira.

A ANEPC convida todos os cidadãos e entidades a inscreverem-se em www.aterratreme.pt , demonstrando o seu compromisso pessoal e institucional com a causa da proteção e segurança, em nome de uma cidadania ativa e responsável.

Todas as informações em: www.aterratreme.pt .

Clube Escape Livre -Mercedes-Benz 4MATIC Experience superou todas as expectativas

Realizada nos dias 10 a 12 de outubro tendo como pano de fundo a região de Trás-os- Montes e, particularmente, a zona de Chaves, a edição 2025 do Mercedes-Benz 4MATIC
Experience superou todas as expectativas. Para lá de uma aventura por trilhos de beleza cénica inquestionável, ofereceu muita emoção e diversão especial com os Caretos de
Podence. Ingredientes que permitem classificar a edição 2025 como das mais espetaculares.

O Mercedes-Benz 4MATIC Experience, dedicado aos proprietários de modelos equipados com a tecnologia de tração integral da Mercedes-Benz, tem como ADN a constante mudança de rumo e de paisagem. Oferece, ainda, trilhos que colocam à prova condutores e máquinas, juntando neste caldeirão a história e a paisagem de braço dado com a cultura e a gastronomia.

A edição de 2025 reuniu 40 viaturas e uma centena de pessoas no Hotel Casino Chaves para uma aventura que foi, uma vez mais, única.

Tudo começou na sexta-feira com a receção dos participantes que foram abraçados por um calor de verão em pleno outono.

Cumpridas as formalidades, foi tempo de visitar o Centro Histórico e as Termas Romanas de Chaves. O jantar mostrou muitas caras novas a preencheram a lista de participantes desta edição do Mercedes-Benz 4MATIC Experience, prontos para dois dias de muita aventura.

A manhã de sábado, com janela aberta para um dia de calor e aventura, começou com a passagem pelo Baloiço de Rebordondo e um “coffe break” em Boticas, com paragem
obrigatória no Centro de Artes Nadir Afonso. Logo depois a paisagem deslumbrante do Baloiço de São Domingos e a travessia da Barragem do Alto Rabagão, um empreendimento absolutamente impressionante, marcaram a chegada ao Restaurante SolChuva que recebeu a caravana para um rico e delicioso almoço com vista para o espelho de água da barragem.
A tarde conduziu à passagem pelo Santuário de Tebruras, à visita ao Castelo e ao Ecomuseu de Barroso e a passagem pelo Miradouro de Montalegre. O regresso ao Hotel Casino de Chaves serviu para retemperar forças, pois mais emoções estavam reservadas para o final deste segundo dia! Ler Mais »